quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uine Deuprapou - EP Despedida - (2012)


A Uine Deuprapou está lançando seu primeiro EP. São 5 faixas, feitas em parceria com o Estúdio BASE e o selo Frangote Records.
Abaixo, quem quiser pode baixar o EP, com as mp3 e o encarte (com ficha técnica e letras). Ou, se preferir, pode ouvir as músicas diretamente da internet, sem precisar baixar os arquivos. Estão, também, disponíveis vídeos de algumas  músicas. É só escolher...


O baterista da banda, Ricardo Cury, escreveu uma pequena biografia musical, descrevendo a trajetória percorrida até a chegada desse EP. Segue a história...
" Só em 1999, aos 19 anos, Eduardo Penna comprou o seu primeiro instrumento. Dez reais num violão velho que só tinha cinco cordas, comprado na mão de um amigo da faculdade. Estudava Publicidade e Propaganda. Junto com o violão ganhou de cortesia uma revistinha com algumas cifras. Aprendeu três acordes, depois quatro, cinco, comprou uma guitarra e começou a montar suas bandas.  Em 2001 tocava na Grande Abobora, mas logo sentiu necessidade de ter outra, pois algumas músicas que ele fazia não se encaixavam no som daquela banda. O punk rock que ouvia no início da adolescência ainda pulsava e exigia ser colocado pra fora. Chamou um baterista e um baixista da faculdade que ouviam Ramones o tempo todo e montou a Los Canos. Ele fazia as musicas e Cicinho e Gil iam dizendo sim e não... Dessa forma, conseguiram criar algo uniforme, um som característico: “O plano era ser uma banda virtual, porque Cicinho, eu e Gil tínhamos outras bandas, e como a Los Canos era muito tosca, a gente não imaginava que conseguiria fazer shows”, diz Penna. Aos três se uniram Mary e Michael. O trio virou quintento.


 Fizeram o primeiro show no mitológico bar Calypso, em Salvador. A idéia era ser o primeiro e ultimo, inclusive com uma simulação de briga (como num episodio de Anos Incríveis), mas no final todos gostaram tanto do show, que resolveram continuar e gravar aquelas musicas toscas. Entraram no estúdio e fizeram um disquinho-demo que chamou a atenção de muita gente, inclusive do músico Gabriel Thomaz (Autoramas), que produzia naquele momento o festival Ruído e os chamou pra tocar. Assim, o terceiro show da banda tosca foi no Rio de Janeiro em um festival ao lado de grupos com alguns anos de estrada como Detetive (SP), Matanza (RJ) e Forgotten Boys (SP), e tendo na platéia o já consagrado produtor musical Tom Capone. “Conseguir levar ele pra ver o Los Canos no meu festival”, diz Gabriel.
Antes do show disseram a eles que Tom não saia de casa há tempos por conta da gravidez da sua mulher e que ele foi lá só pra vê-los tocar. Tocaram tensos. Saíram do palco achando o show horrível. O próprio Capone os consolou: “É o terceiro show de vocês. Se não fosse tosco não teria graça. Vocês são de verdade.”
Duas cantoras da Bahia também gostaram muito da banda. A cantora Érika Martins (ex-Penélope) chegou a gravar “Nada sem você”:
“Acho Penna um dos compositores mais inspirados da atualidade. As leras são espertas, com humor inteligente e uma ingenuidade que adoro”, diz Érika.
Pitty recomendava eles na MTV:
Fizeram o terceiro show, o quarto e não pararam mais, tocando em Salvador e nos festivais por todo o Brasil. Gravar um disco “de verdade” era o próximo passo a ser dado. E foi dado. Mas para Penna seria o último passo. Musica era só diversão e um disco geraria mais shows, mais profissionalismo, mais cobranças...
“Eu estava num momento estudar e trabalhar mais, tocar menos”.
Com sua saída, a banda ainda continuo, mas não durou muito tempo. De lá pra cá já se passaram cinco anos. Penna, depois de ter concluído a faculdade de Comunicação, se formou em Geografia e está morando no Rio de Janeiro, mas não deixou a diversão de lado. Em 2011, antes de viajar pro Rio, recebeu de pagamento do estúdio onde trabalhava alguns horários. Chamou alguns amigos (entre eles, esse que vos escreve) e gravou suas musicas toscas. Assim surgiu a Uine Deuprapou – nome que é outra referencia a Anos Incríveis, programa que Penna gosta muito. Esse primeiro EP se chama “Despedida”. Nome sugestivo, pois dessa vez, ele promete, não vai ter nem primeiro show.

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